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Dermatologia & Tricologia

Biópsia do couro cabeludo: quando é indicada e como é feita

Biópsia do couro cabeludo: quando é indicada e como é feita

A biópsia do couro cabeludo é um exame dermatológico fundamental para diagnosticar doenças capilares com precisão.

Quando a causa da queda de cabelo, afinamento dos fios ou inflamações não pode ser determinada apenas com exame clínico, a análise microscópica do tecido do couro cabeludo se torna essencial para direcionar o tratamento correto.

O que é a biópsia do couro cabeludo?

Trata-se de um procedimento ambulatorial realizado por dermatologistas, no qual um pequeno fragmento do couro cabeludo é retirado para análise histopatológica.

O material é examinado ao microscópio por um patologista para identificar alterações nas estruturas do folículo piloso e dos tecidos ao redor.

biópsia do couro cabeludo

Quando a biópsia capilar é indicada?

Nem toda queda de cabelo exige uma biópsia, mas ela é especialmente útil quando o quadro é persistente, complexo ou de difícil diagnóstico.

As principais indicações incluem:

  • Suspeita de alopecias cicatriciais (que destroem permanentemente o folículo piloso);
  • Quadros inflamatórios do couro cabeludo com vermelhidão, descamação ou dor;
  • Queda de cabelo severa e de causa incerta;
  • Suspeita de doenças autoimunes envolvendo o couro cabeludo;
  • Casos de alopecia androgenética atípica ou de difícil controle;
  • Para diferenciar entre diferentes tipos de alopecia não cicatricial.

melanoma no couro cabeludo

Como é feita a biópsia do couro cabeludo?

O procedimento é simples, rápido e realizado em consultório, com anestesia local.

O passo a passo geralmente envolve:

  • Avaliação da área: o dermatologista escolhe a região mais adequada, com base no padrão da perda capilar ou inflamação;
  • Aplicação de anestesia local: garante que o paciente não sinta dor;
  • Remoção do fragmento: é feita com um instrumento chamado punch, que retira uma pequena amostra cilíndrica de pele (geralmente 4 mm);
  • Sutura: a área é suturada com um ou dois pontos, que serão removidos após cerca de 7 dias;
  • Envio ao laboratório: o material é enviado para análise histológica com colorações específicas.

O que a biópsia pode revelar?

A análise do fragmento do couro cabeludo permite identificar padrões de inflamação, miniaturização dos fios, alterações nos folículos pilosos, necrose, fibrose ou infiltrações autoimunes.

Com isso, o dermatopatologista pode confirmar ou descartar doenças como:

  • Lúpus eritematoso cutâneo (discóide);
  • Líquen plano pilar;
  • Alopecia frontal fibrosante;
  • Foliculite decalvante;
  • Alopecia androgenética;
  • Eflúvio telógeno crônico;
  • Alopecia areata (formas inflamatórias);
  • Displasias foliculares e doenças infecciosas raras.

Quantos fragmentos são retirados na biópsia?

Geralmente são retirados dois fragmentos de couro cabeludo.

Um é enviado em solução para análise histológica longitudinal (que acompanha o fio), e outro para corte transversal (que mostra o número e padrão dos folículos).

amostra do couro cabeludo

Como é a recuperação após o procedimento?

A recuperação é simples e rápida.

Alguns cuidados são importantes:

  • Evitar lavar o cabelo nas primeiras 24 horas;
  • Evitar sol e produtos químicos no local até a retirada dos pontos;
  • Não coçar ou manipular a área;
  • Usar medicamentos tópicos ou orais prescritos, caso indicado.

O pequeno ponto da sutura geralmente cicatriza sem deixar marcas visíveis, principalmente se a área escolhida tiver cabelos ao redor.

Resultados da biópsia do couro cabeludo

O laudo geralmente fica pronto em 10 a 20 dias úteis, dependendo do laboratório e das colorações utilizadas.

Com o diagnóstico preciso, o dermatologista pode definir a melhor conduta terapêutica, prevenindo a progressão da doença e, em alguns casos, recuperando parte dos fios.

Vantagens da biópsia para doenças capilares

  • Ajuda a diferenciar alopecias cicatriciais e não cicatriciais;
  • Permite identificar inflamações subclínicas invisíveis a olho nu;
  • Confirma o diagnóstico de doenças autoimunes e inflamatórias do couro cabeludo;
  • Orienta o melhor tratamento e acompanhamento de longo prazo.

Perguntas frequentes sobre biópsia do couro cabeludo

A biópsia de couro cabeludo dói?

Não. O procedimento é feito com anestesia local e o desconforto é mínimo.

Após o efeito anestésico, pode haver leve sensibilidade na região.

A biópsia faz o cabelo parar de crescer no local?

O fragmento removido é muito pequeno, e a cicatrização costuma ser discreta.

Em geral, o crescimento dos fios ao redor compensa o pequeno ponto sem impacto estético visível.

É necessário raspar o cabelo para fazer a biópsia?

Em alguns casos, pode ser necessário raspar uma pequena área (de cerca de 1 cm), mas o corte é discreto e pode ser facilmente escondido.

O resultado da biópsia é sempre conclusivo?

Na maioria dos casos, sim. Porém, em doenças iniciais ou em remissão, os achados podem ser sutis e o dermatologista pode complementar com outros exames clínicos e laboratoriais.

Onde fazer biópsia do couro cabeludo em Belo Horizonte

Dra. Érika Freire é dermatologista, especialista titulada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica com mais de 10 anos de experiência.

Formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e mestre em Saúde com ênfase Dermatologia Cirúrgica e Rejuvenescimento, também possui aperfeiçoamento em Tricologia pela Tricomed SP.

Ao longo de sua carreira vem ampliando seus conhecimentos através de formações complementares e participação em eventos no Brasil e no exterior.

A clínica oferece um ambiente moderno e aconchegante, além de uma equipe de profissionais extremamente competentes.

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