Alopecia difusa é o nome dado à queda de cabelo que ocorre de forma espalhada pelo couro cabeludo, sem formar necessariamente falhas arredondadas ou áreas completamente calvas.
Em vez de uma perda localizada, o paciente costuma perceber redução global do volume capilar, fios mais ralos, maior quantidade de cabelo no banho, no travesseiro, na escova ou no chão, além de uma sensação de afinamento progressivo.
Esse padrão de queda pode ter diferentes causas.
Em alguns casos, está relacionado a alterações hormonais, deficiência de vitaminas e minerais, estresse intenso, doenças sistêmicas, pós-parto, cirurgias, infecções, uso de medicamentos, dietas restritivas ou processos inflamatórios no couro cabeludo.
Em outros, pode representar a fase inicial ou uma manifestação associada da alopecia androgenética, condição genética e hormonal que leva ao afinamento progressivo dos fios.
Por isso, a alopecia difusa não deve ser tratada como um diagnóstico único e definitivo.
Ela é, muitas vezes, uma forma de apresentação da queda capilar.
O mais importante é investigar a causa, avaliar o couro cabeludo, analisar o padrão de perda dos fios e definir um plano de tratamento individualizado, especialmente quando a queda é persistente, intensa ou acompanhada de afinamento visível.
O que é alopecia difusa?
A alopecia difusa é caracterizada por uma perda capilar distribuída de maneira ampla, atingindo diferentes regiões do couro cabeludo.
O paciente não percebe apenas uma falha específica, mas sim uma diminuição geral da densidade dos fios.
Essa condição pode se manifestar de forma aguda, quando a queda surge de maneira intensa em poucas semanas, ou de forma crônica, quando o cabelo vai perdendo volume ao longo de meses.
Em muitos casos, o paciente relata que o cabelo “minguou”, que o rabo de cavalo ficou mais fino ou que o couro cabeludo começou a aparecer mais em determinadas áreas.
O termo alopecia difusa descreve o padrão de queda, mas não explica sozinho a causa. Por isso, a investigação dermatológica é essencial.
Duas pessoas podem apresentar queda difusa semelhante, mas com causas completamente diferentes e, consequentemente, tratamentos distintos.
Como a alopecia difusa costuma aparecer?
A alopecia difusa geralmente começa com aumento perceptível da queda diária.
É comum que o paciente note mais fios durante a lavagem, ao pentear o cabelo ou ao passar a mão nos fios.
Em alguns casos, a queda assusta pela quantidade de cabelo perdida em curto período.
Além da queda aumentada, pode ocorrer redução do volume capilar.
O cabelo pode parecer mais fino, menos encorpado e com menor capacidade de cobrir o couro cabeludo.
Em mulheres, essa percepção costuma ser mais evidente ao prender os fios. Em homens, pode ser notada pelo aumento da transparência no topo da cabeça.
Outro sinal frequente é a sensação de rarefação generalizada. Diferente da alopecia areata, que pode formar placas sem cabelo, a alopecia difusa tende a gerar perda espalhada, sem limites tão bem definidos.
Ainda assim, algumas áreas podem parecer mais afetadas dependendo da causa.

Quais são os principais sinais de alopecia difusa?
Os sinais podem variar conforme a intensidade e a causa da queda, mas os mais frequentes incluem:
- aumento da queda de cabelo no banho;
- maior quantidade de fios na escova, no travesseiro ou no chão;
- redução do volume geral do cabelo;
- rabo de cavalo mais fino;
- couro cabeludo mais visível;
- afinamento progressivo dos fios;
- perda de densidade no topo da cabeça;
- queda persistente por semanas ou meses;
- fios mais frágeis e quebradiços;
- sensação de cabelo ralo em toda a cabeça.
É importante diferenciar queda de cabelo de quebra capilar.
Na queda, o fio se desprende desde a raiz.
Na quebra, o fio parte ao longo do comprimento, muitas vezes por danos químicos, térmicos ou mecânicos.
Essa distinção muda completamente a abordagem.
Alopecia difusa é o mesmo que queda de cabelo?
Alopecia difusa e queda de cabelo estão relacionadas, mas não são exatamente a mesma coisa.
A queda de cabelo é o sintoma percebido pelo paciente.
A alopecia difusa descreve um padrão de perda capilar espalhada pelo couro cabeludo.
Todo paciente com alopecia difusa apresenta algum grau de queda ou rarefação, mas nem toda queda de cabelo configura alopecia difusa.
Existe queda sazonal, queda temporária, quebra dos fios, queda localizada, alopecia de tração, alopecia areata, alopecia androgenética e alopecias cicatriciais, entre outras possibilidades.
Por isso, o diagnóstico não deve se basear apenas na quantidade de fios que caem.
É necessário avaliar o padrão, a duração, a densidade capilar, a espessura dos fios, a presença de inflamação, descamação, coceira, dor ou sinais de cicatrização no couro cabeludo.
Quais são as causas da alopecia difusa?
A alopecia difusa pode ter muitas causas. Algumas são temporárias e reversíveis, enquanto outras exigem acompanhamento contínuo.
Entre as principais possibilidades, estão o eflúvio telógeno, a alopecia androgenética em fase inicial, deficiências nutricionais, alterações hormonais, doenças sistêmicas, uso de medicamentos e inflamações do couro cabeludo.
Também é possível que mais de uma causa esteja presente ao mesmo tempo.
Uma paciente pode ter alopecia androgenética e, após um período de estresse, cirurgia ou dieta restritiva, desenvolver também eflúvio telógeno.
Nesse cenário, a queda se intensifica e o afinamento pode parecer mais rápido.
Essa sobreposição de fatores é comum e reforça a necessidade de avaliação individualizada.
Tratar apenas a queda, sem identificar o motivo, pode atrasar o diagnóstico e comprometer o resultado.

Eflúvio telógeno: uma causa frequente de alopecia difusa
O eflúvio telógeno é uma das causas mais comuns de queda difusa.
Ele ocorre quando muitos fios entram precocemente na fase de queda do ciclo capilar.
Isso pode acontecer após eventos que funcionam como gatilhos para o organismo.
Entre os gatilhos mais comuns estão febre alta, infecções, cirurgias, parto, estresse intenso, emagrecimento rápido, dietas restritivas, deficiência de ferro, alterações da tireoide, suspensão ou início de alguns medicamentos e doenças sistêmicas.
Na prática, o paciente costuma notar queda acentuada algumas semanas ou meses após o fator desencadeante.
O cabelo cai de forma espalhada, mas nem sempre forma áreas calvas. Em muitos casos, o eflúvio telógeno é reversível, desde que a causa seja identificada e corrigida.
Alopecia androgenética pode parecer alopecia difusa?
Sim. A alopecia androgenética pode se apresentar como afinamento difuso, principalmente em mulheres.
Em vez de uma calvície marcada nas entradas, como costuma ocorrer em muitos homens, a mulher pode perceber rarefação progressiva no topo da cabeça, aumento da risca central e redução global do volume capilar.
Nesses casos, a queda pode não ser tão intensa quanto no eflúvio telógeno, mas o afinamento dos fios é progressivo.
O paciente pode relatar que o cabelo não cresce como antes, que os fios estão mais finos e que a densidade vem diminuindo com o tempo.
Diferenciar alopecia difusa por eflúvio telógeno de alopecia androgenética é fundamental, porque o tratamento muda.
O eflúvio exige identificação e correção do gatilho.
A alopecia androgenética exige controle contínuo do processo de miniaturização dos fios.

Deficiências nutricionais podem causar alopecia difusa?
Sim. Deficiências nutricionais estão entre as causas possíveis de queda difusa.
O folículo piloso é uma estrutura metabolicamente ativa e pode ser afetado quando o organismo não recebe nutrientes suficientes para manter o ciclo capilar saudável.
Baixos níveis de ferro, ferritina, vitamina D, vitamina B12, zinco, proteínas e outros nutrientes podem estar associados à queda de cabelo em determinados pacientes.
Dietas muito restritivas, emagrecimento rápido, baixa ingestão proteica e alterações gastrointestinais também podem contribuir.
No entanto, a suplementação não deve ser feita de forma aleatória.
Nem toda queda de cabelo é causada por deficiência nutricional, e o excesso de alguns suplementos também pode trazer problemas.
O ideal é investigar com exames quando houver suspeita e corrigir apenas o que estiver indicado.
Alterações hormonais e alopecia difusa
Alterações hormonais podem influenciar diretamente o ciclo capilar.
Disfunções da tireoide, alterações pós-parto, menopausa, síndrome dos ovários policísticos e variações hormonais importantes podem estar relacionadas à queda difusa ou ao afinamento dos fios.
No pós-parto, por exemplo, muitas mulheres apresentam queda intensa alguns meses após o nascimento do bebê.
Esse quadro costuma estar relacionado à mudança hormonal e ao retorno de muitos fios à fase de queda ao mesmo tempo.
Já em pacientes com predisposição à alopecia androgenética, alterações hormonais podem acelerar a miniaturização dos fios.
Por isso, a avaliação deve considerar sintomas associados, histórico familiar, ciclo menstrual, uso de anticoncepcionais, reposições hormonais e outras condições clínicas.
Estresse pode causar alopecia difusa?
O estresse físico ou emocional pode atuar como gatilho para queda difusa.
Situações de grande sobrecarga, ansiedade intensa, luto, privação de sono, doenças, cirurgias ou episódios de estresse prolongado podem interferir no ciclo capilar.
Nem sempre a queda começa imediatamente. Em muitos casos, o paciente percebe aumento da queda dois ou três meses após o evento desencadeante.
Isso ocorre porque o ciclo do fio tem fases específicas, e o reflexo do gatilho pode aparecer depois.
Embora o estresse seja frequentemente citado pelos pacientes, ele não deve ser usado como explicação única sem investigação.
É comum que fatores emocionais coexistam com deficiências nutricionais, alterações hormonais ou alopecia androgenética.
Medicamentos podem causar queda difusa?
Alguns medicamentos podem estar associados à queda de cabelo. Dependendo da substância, da dose, do tempo de uso e da predisposição individual, pode ocorrer alteração no ciclo capilar e aumento da queda.
Entre os grupos que podem estar relacionados em alguns casos estão medicamentos hormonais, anticoagulantes, antidepressivos, retinoides, anticonvulsivantes, alguns anti-hipertensivos e tratamentos oncológicos, entre outros. A relação precisa ser avaliada com cuidado.
O paciente não deve suspender medicações por conta própria ao perceber queda de cabelo.
A conduta correta é informar todos os medicamentos em uso durante a consulta para que o médico avalie a possibilidade de relação e, se necessário, converse com o especialista responsável pelo tratamento de base.
Alopecia difusa pode ser sinal de doença no couro cabeludo?
Sim. Embora muitas causas de alopecia difusa estejam relacionadas ao ciclo capilar, algumas doenças do couro cabeludo também podem provocar queda espalhada, afinamento dos fios e redução de densidade.
Inflamação, descamação intensa, coceira, dor, ardência, vermelhidão, feridas, crostas ou áreas com alteração da textura da pele devem ser avaliadas com atenção.
Esses sinais podem indicar dermatite seborreica intensa, psoríase, infecções, alopecias cicatriciais ou outras doenças inflamatórias.
Quando há suspeita de alopecia cicatricial, o diagnóstico precoce é ainda mais importante.
Nesse grupo de doenças, pode ocorrer destruição permanente dos folículos pilosos.
Em alguns casos, a biópsia de couro cabeludo pode ser necessária para confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento.
Qual é a diferença entre alopecia difusa e alopecia areata?
A alopecia areata costuma se manifestar com falhas arredondadas ou ovais, bem delimitadas, em áreas específicas do couro cabeludo ou de outras regiões com pelos. Já a alopecia difusa se apresenta como uma perda mais espalhada, sem placas tão definidas.
Apesar dessa diferença clássica, existem formas difusas de alopecia areata que podem confundir o diagnóstico.
Nesses casos, o paciente pode apresentar queda intensa sem falhas típicas, o que torna a avaliação dermatológica ainda mais importante.
A tricoscopia, exame realizado no couro cabeludo com aumento da imagem, pode ajudar a diferenciar os padrões de queda.
Em alguns casos, exames laboratoriais ou biópsia podem ser necessários.

Qual é a diferença entre alopecia difusa e alopecia de tração?
A alopecia de tração ocorre quando os fios são submetidos a tensão repetida por penteados, alongamentos, tranças, coques apertados ou outros hábitos que puxam o cabelo com frequência.
O padrão costuma ser mais evidente nas áreas de maior tração, como entradas, têmporas e linha frontal.
Já a alopecia difusa atinge o couro cabeludo de forma mais ampla. No entanto, as duas situações podem coexistir.
Uma pessoa pode ter queda difusa por eflúvio telógeno e, ao mesmo tempo, apresentar rarefação nas entradas por tração crônica.
A identificação correta é importante porque o tratamento da alopecia de tração exige mudança dos hábitos que causam tensão nos fios.
Se a tração persiste, pode haver dano progressivo aos folículos.

Como é feito o diagnóstico da alopecia difusa?
O diagnóstico começa com uma consulta detalhada.
O histórico clínico é fundamental para entender quando a queda começou, se houve algum gatilho recente, qual é a intensidade da perda, se há afinamento progressivo, quais medicamentos estão em uso e se existe histórico familiar de calvície ou doenças capilares.
Também são avaliados fatores como parto recente, alterações menstruais, menopausa, dietas, emagrecimento, cirurgias, infecções, estresse, doenças prévias e hábitos de cuidado com os cabelos. Muitas vezes, essas informações direcionam a principal hipótese diagnóstica.
Durante o exame físico, o couro cabeludo é avaliado quanto à densidade, presença de descamação, vermelhidão, sinais de inflamação, falhas, miniaturização dos fios, afinamento e distribuição da queda. A análise dos fios também ajuda a diferenciar queda real de quebra capilar.
Tricoscopia na investigação da alopecia difusa
A tricoscopia é um exame realizado com aparelho de aumento que permite avaliar o couro cabeludo e os fios com mais detalhes.
Ela ajuda a identificar sinais de miniaturização, variação no calibre dos fios, inflamação, descamação, pontos específicos e alterações sugestivas de diferentes tipos de alopecia.
Na alopecia androgenética, por exemplo, a tricoscopia pode mostrar diferença importante na espessura dos fios e sinais de miniaturização.
Em eflúvio telógeno, o padrão pode ser diferente, com queda aumentada, mas sem a mesma miniaturização progressiva.
Esse exame é especialmente útil porque muitas causas de queda capilar podem parecer semelhantes a olho nu.
A tricoscopia torna a avaliação mais precisa e contribui para a escolha do tratamento.
Quando exames de sangue são necessários?
Exames laboratoriais podem ser solicitados quando há suspeita de deficiências nutricionais, alterações hormonais, doenças sistêmicas ou outros fatores internos contribuindo para a queda.
A escolha dos exames depende da história clínica e dos achados da avaliação.
Podem ser investigados, conforme o caso, ferro, ferritina, vitamina D, vitamina B12, função tireoidiana, marcadores inflamatórios, perfil hormonal e outros parâmetros.
O objetivo não é pedir exames de forma indiscriminada, mas buscar respostas coerentes com o quadro clínico.
Também é importante interpretar os resultados dentro do contexto do paciente.
Um exame isolado raramente explica toda a queda de cabelo. A correlação entre sintomas, exame físico, tricoscopia e exames laboratoriais é o que permite um diagnóstico mais consistente.
Biópsia de couro cabeludo pode ser necessária?
Em alguns casos, sim.
A biópsia de couro cabeludo pode ser indicada quando há dúvida diagnóstica, suspeita de alopecia cicatricial, inflamação persistente, perda capilar com sinais atípicos ou quando o quadro não evolui como esperado.
O procedimento consiste na retirada de um pequeno fragmento do couro cabeludo para análise histopatológica.
Essa avaliação pode mostrar alterações nos folículos, presença de inflamação, cicatrização, miniaturização ou outros achados relevantes.
A biópsia não é necessária em todos os casos de alopecia difusa, mas pode ser decisiva quando o diagnóstico não está claro.
Quanto mais preciso o diagnóstico, maior a chance de escolher o tratamento adequado.
Alopecia difusa tem tratamento?
Sim, a alopecia difusa pode ter tratamento, mas a conduta depende da causa. Quando a queda é provocada por eflúvio telógeno, por exemplo, o foco é identificar e corrigir o gatilho.
Se há deficiência nutricional, a reposição deve ser direcionada. Se há alopecia androgenética associada, é necessário controlar a miniaturização dos fios.
Em alguns casos, o tratamento envolve medicamentos tópicos, medicamentos orais, correção de deficiências, controle de doenças de base, melhora da saúde do couro cabeludo e mudanças de hábitos.
Em outros, podem ser indicados procedimentos como MMP capilar, microagulhamento, lasers ou terapias complementares conforme avaliação médica.
O tratamento precisa ser individualizado. Usar fórmulas prontas, suplementos sem indicação ou soluções populares pode atrasar o diagnóstico, gerar frustração e permitir progressão da perda capilar quando há uma doença ativa.
Tratamento para alopecia difusa causada por eflúvio telógeno
Quando a alopecia difusa está relacionada ao eflúvio telógeno, o primeiro passo é identificar o gatilho.
Infecções recentes, cirurgias, pós-parto, estresse, dietas restritivas, alterações hormonais e deficiências nutricionais devem ser considerados.
Após a correção do fator desencadeante, a queda tende a melhorar gradualmente.
No entanto, a recuperação do volume pode levar meses, pois o crescimento capilar é lento.
O paciente pode parar de perder fios antes de perceber aumento real da densidade.
Em alguns casos, podem ser indicadas medicações ou terapias para estimular o crescimento e encurtar o período de recuperação.
A escolha depende da intensidade da queda, do impacto na densidade capilar e da presença de outras causas associadas.
Tratamento quando há alopecia androgenética associada
Quando a alopecia difusa está associada à alopecia androgenética, o tratamento precisa atuar no processo de miniaturização dos fios.
Nessa condição, os fios vão ficando progressivamente mais finos, curtos e frágeis, o que reduz a densidade capilar ao longo do tempo.
A abordagem pode incluir medicamentos tópicos, medicamentos orais, procedimentos para estímulo capilar e acompanhamento periódico.
O objetivo é reduzir a progressão, melhorar a espessura dos fios e preservar a densidade existente.
É importante entender que a alopecia androgenética é uma condição crônica.
Mesmo quando há melhora, o tratamento costuma exigir manutenção. Interromper a terapia sem orientação pode levar à retomada da queda e à perda gradual dos resultados.
MMP capilar pode ajudar em casos de alopecia difusa?
A MMP capilar pode ser considerada em alguns casos, principalmente quando há indicação de estímulo direto no couro cabeludo.
O procedimento consiste na microinfusão de ativos na pele, buscando potencializar a ação local de substâncias selecionadas conforme o quadro do paciente.
Ela pode ser associada ao tratamento de algumas formas de queda capilar, especialmente em estratégias voltadas para fortalecimento, estímulo de crescimento e melhora da resposta terapêutica. No entanto, não substitui o diagnóstico correto.
Se a alopecia difusa estiver relacionada a deficiência nutricional, alteração hormonal, doença sistêmica ou inflamação ativa, esses fatores precisam ser tratados.
A MMP capilar pode ser parte do plano, mas não deve ser vista como solução isolada para todos os tipos de queda.

Suplementos resolvem alopecia difusa?
Suplementos só ajudam quando existe deficiência ou necessidade real de reposição. A queda de cabelo nem sempre está relacionada à falta de vitaminas.
Em muitos casos, o problema está no ciclo capilar, na genética, em alterações hormonais, inflamação ou doenças do couro cabeludo.
Tomar suplementos sem investigação pode não trazer resultado e ainda gerar excesso de substâncias no organismo.
Alguns nutrientes, quando usados de forma inadequada, podem causar efeitos indesejados.
A suplementação deve ser orientada por avaliação clínica e, quando necessário, exames laboratoriais.
O objetivo é corrigir alterações reais, não criar uma lista genérica de vitaminas para queda de cabelo.
Quanto tempo demora para melhorar a alopecia difusa?
O tempo de melhora depende da causa. Em casos de eflúvio telógeno agudo, a queda pode reduzir após a correção do gatilho, mas a recuperação do volume costuma levar meses.
O crescimento do cabelo é gradual e exige acompanhamento.
Quando há alopecia androgenética associada, a resposta também é progressiva. Os primeiros sinais de melhora podem levar alguns meses, e o tratamento costuma ser contínuo.
O objetivo é reduzir a progressão, melhorar o calibre dos fios e preservar densidade.
Casos inflamatórios ou cicatriciais exigem ainda mais atenção, pois o foco inicial pode ser controlar a atividade da doença e evitar perda definitiva dos folículos.
Por isso, esperar a queda “passar sozinha” nem sempre é seguro.

Quando procurar um dermatologista por queda difusa?
É indicado procurar avaliação quando a queda é intensa, persistente, recorrente ou acompanhada de afinamento visível.
Também é importante buscar atendimento quando há falhas, coceira, dor, ardência, descamação, feridas, vermelhidão ou mudança na textura do couro cabeludo.
Outro sinal de alerta é a perda progressiva de volume, mesmo sem queda intensa. Muitas pessoas com alopecia androgenética não percebem grande quantidade de fios caindo, mas notam que o cabelo está cada vez mais fino.
Quanto mais cedo a causa é identificada, maiores são as chances de controlar o quadro, preservar os fios e evitar progressão desnecessária.
Perguntas frequentes sobre alopecia difusa
Alopecia difusa é reversível?
Depende da causa. Quando está relacionada ao eflúvio telógeno, deficiências nutricionais ou gatilhos temporários, pode haver recuperação importante.
Quando está associada à alopecia androgenética, o tratamento costuma ser contínuo para controlar a progressão.
Em alopecias cicatriciais, pode haver perda definitiva dos folículos se não houver diagnóstico e tratamento precoces.
Alopecia difusa causa calvície?
A alopecia difusa pode reduzir bastante o volume capilar, mas nem sempre evolui para calvície.
O risco depende da causa. Casos associados à alopecia androgenética ou a doenças cicatriciais exigem acompanhamento mais rigoroso.
Como saber se é alopecia difusa ou eflúvio telógeno?
O eflúvio telógeno é uma causa comum de alopecia difusa.
A diferença é que alopecia difusa descreve o padrão espalhado da queda, enquanto eflúvio telógeno descreve um mecanismo específico do ciclo capilar.
A avaliação dermatológica ajuda a diferenciar.
Alopecia difusa pode acontecer depois de emagrecer?
Sim. Emagrecimento rápido, dietas restritivas, baixa ingestão de proteínas e deficiências nutricionais podem desencadear queda difusa.
A investigação deve avaliar não apenas o peso perdido, mas também o padrão alimentar e os exames laboratoriais.
Quem tem alopecia difusa precisa fazer biópsia?
Nem sempre. A biópsia de couro cabeludo pode ser indicada quando há dúvida diagnóstica, suspeita de alopecia cicatricial, inflamação persistente ou sinais atípicos.
Muitos casos são diagnosticados com história clínica, exame físico, tricoscopia e exames laboratoriais.
Minoxidil funciona para alopecia difusa?
O minoxidil pode ser indicado em alguns casos de queda capilar, mas não deve ser usado sem avaliação.
A indicação depende da causa da alopecia difusa, da presença de miniaturização, do padrão da queda e das condições do couro cabeludo.
Alopecia difusa pode voltar?
Sim. Quando o paciente é exposto novamente ao gatilho, como estresse intenso, deficiência nutricional, alterações hormonais ou doença sistêmica, a queda pode retornar. Em condições crônicas, como alopecia androgenética, o acompanhamento contínuo é importante.
Shampoo trata alopecia difusa?
Shampoo pode ajudar quando há oleosidade, descamação ou inflamação leve no couro cabeludo, mas raramente é suficiente para tratar alopecia difusa. A queda capilar geralmente exige investigação da causa e tratamento direcionado.
Alopecia difusa exige diagnóstico antes do tratamento
A alopecia difusa pode ter causas simples e temporárias, mas também pode ser sinal de condições crônicas ou inflamatórias que exigem acompanhamento. Por isso, o tratamento não deve começar apenas pela escolha de produtos para queda de cabelo.
O passo mais importante é entender por que os fios estão caindo ou afinando. A partir do diagnóstico correto, é possível definir uma estratégia personalizada, que pode envolver correção de deficiências, controle hormonal, tratamento do couro cabeludo, medicamentos, procedimentos capilares e acompanhamento da resposta ao longo do tempo.
Quanto mais cedo a causa é identificada, maiores são as chances de preservar densidade, recuperar volume e evitar progressão da perda capilar.
Onde tratar alopecia difusa em Belo Horizonte
Dra. Érika Freire é dermatologista, especialista titulada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica com mais de 10 anos de experiência.
Formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e mestre em Saúde com ênfase Dermatologia Cirúrgica e Rejuvenescimento.
Ao longo de sua carreira vem ampliando seus conhecimentos através de formações complementares e participação em eventos no Brasil e no exterior.
A clínica oferece um ambiente moderno e aconchegante, além de uma equipe de profissionais extremamente competentes.
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